sexta-feira, 25 de maio de 2012

LEANDRO

Aflito:  Leandro aguarda a sua amada!


No tique-taque do relógio:
O tempo demora a passar!
Demonstrando uma falsa alegria; Leandro Tenta esconder  de si; sua agonia.
Em seu  devaneio, tentava  calar, sua dor!
Através dos vidros reluzentes, de sua janela...
Em silencio...
A chuva fina que caia...
Ao passo, que, aos poucos: Seus encantos, se perdiam!
 E o que antes, era sonhos, agora devera; lhe fazia chorar!
Naquele dia; Leandro, não havia passado bem...
Uma dor profunda em seu peito lhe corroia...
Sem saber direito o que sentia; Leandro, sofria!
Perdido em pensamentos; através de sua janela, apresciava seu jardim, enfeitado de flores!
Imbuído, ainda de seus sonhos; quase desvalido, aguardava ansioso sua amada.
Enquanto colhe: A mais bela das flores, para ofertá-la.

Já era tarde:
Naquela noite chovia!
E enquanto, aguardava... Leandro sofria!

Lá fora: O mundo parecia louco!
Tudo que ja tivera, então; parecia pouco!
Vento, em desatino. Às árvores, se retorciam.
A noite; que não passa!  
...Brilha no Céu, a Estrela Guia!   
Um galho na rua. Um beijo na mão.
E seu bem, que tanto  demora ...
Um peito frio e,  Um coração doente!
Enquanto amarga,  o seu desencanto:  O telefone que toca.
- Serena está morta.
Ele que chorando, grita seu nome.
- Nããããããããoooooooo, ão, ão, ão!!!   
Nãããããooooo!!!   Serena está morta!!!

Volte pra mim, amada querida!  Que a ti: darei minha vida!
Vem, curar a minha dor!  Tirar do meu corpo; todas as  feridas!
Pra ti: Colhi, do nosso jardim, a mais bela das flores!
Volte amor...! 
Devolva-me, todo seu encanto!
 Mesmo que não seja, para tirar de mim; essa dor!
Mesmo que seja, para levar de mim, apenas: O que mais belo me resta. 
Meu coração!
Volte, por favor!
Porque, se for; para eu viver assim, com essa dor; eu sei que vou morrer !
Estou abrindo mão de minha vida!

Mas, se por um acaso, você vê que eu não  morri, Por favor!
Guarde meu coração...!
Eu não preciso dele;  pra viver na solidão!!!

Gildo Nascimento.



terça-feira, 1 de maio de 2012

TEU SILÊNCIO...

                                                 Aos poucos; estou me perdendo de ti!

                                ...Tentando arrancar-te, do meu peito arranhado:
                                      Deixarei, apenas sua saudade...
                                          Refletida: Dentro do meu peito.Já tão sentido!
                                              Te falei que teu silêncio me desintegraria...
                                                   Você nao acreditou...
                                               Tambem! Eu, pra você; pouco importo!
                                                              Eu sei...

                                       Falta, so mais alguns dias...
                                              E eu pra você;
                                          Nunca terei existido!!!

                                      Gildo Nascimento.

terça-feira, 24 de abril de 2012

HELENA: DE CORAÇÃO...

                   Helena: Triste!
Do alto do seu desencanto...
Grita: Como um ator sem nome!
Num teatro.  Em sua agonia!

Ela porem: já mais vivera ...
Em quanto sonha: Helena sorria!

Em  desatino: Ela sofria!
...Espera  encontrar...
Seu principe amado!

 Desejando, que ele lhe trouxesse flores:
Helena sorria!
Cada palavra dizia...
Cada gesto seu...
A cada abraço... Ah! Quem me dera...!
Me,  levarás a loucura!

Cada beijo meu, em tua face,
Me, revelará mais pura!

Sou alma encantada !
...Alguém sem cura!
Sou corpo sem guia!
Sou doida de pia!
Meu corpo carente...!                                                                                     
Chamando seu nome!                                                                                                                            
Me,  chamo Maria:
  De coração!


 ...Mulher com fome...
Sou tristeza pura

Tirem na-a daqui,
Todas essas flores espalhadas 
 Pelos chão!
 Elas espinham meu corpo:
Aranhando meu peito
 Furando meu coração!



 No alto do meu desencanto:
Sou um corpo sem cura
...É alma sem coração!

Diante de sua desilusão,
Em seu delírio mais profundo...
Helena só tem uma razão:
Ela só queria ser amada !!!

Gildo Nascimento.

sábado, 14 de abril de 2012

DIANTE DA MINHA TRISTEZA

 
Cá estou tão só...
So o silêncio do meu quarto
Me faz sonhar!      
                                                   
O vento com sua alma, lá fora: É o mesmo à me tocar!
Entoa um silêncio tão profundo, desfaz de mim... Me deixa em pedáços!
Dos meus olhos, escorrem lágrimas pelo chão!
As paredes do meu quarto, estão apagadas.
Minha alma: É toda solidão...
Minha cama está vazia.
Em meu corpo: A parca da paixão!
Em minha mente: Palavras que de mim não sai!

Daqui de minha janela...
Diante de minha tristeza: Eu te procuro e não te vejo! 
Mas só a minha saudade... Que de mim, não sai: Se faz presente...!

Por horas... Aqui... Presa: Parte de mim,
Se disfaz!
                                                                             Até que você apareça: Ficarei a te                                                                                                         esperar!
                                                                             Minha cama está vazia.
                                                                             Em meu corpo; a solidão;
                                                                             Das madrugadas!

Nesse momento, sabedoras que são:                                                      
De toda minha saudade: As árvores que estão la fofa:
Também se disfaz...!
Não podem me ver e, nem me tocar. 

A muito eu: Simplesmente não existo mais!
Hoje: me resumo a nada!
Sou somente: Um resto à mais,  de uma saudade esquecida...
Que o tempo não encontrará. 
jamais !!!

          Gildo Nascimento.




domingo, 8 de abril de 2012

A DONA DO MUNDO


                             
 Quando as chuvas de inverno chegarem...


E não tiveres mais verão!
E que so, sua saudade se fizer latente...            
E seus olhos se perderem!
Na desilusão!

É assim que será...
Teu coração!
Sem vida, sem nada!
Uma razão que não tem cura!
Que deixará uma tristesa em seu peito!
         ...Lembrarás de mim!

...Sentirás de mim; tanta saudade,
Que seu coração vazio; se desintegra-rá!
E por um segundo me verás... Inteiramente;
Refletido em seu medo ...De me perder!

E que por um segundo;
Nada mais que um segundo.
A vida; tão bela, te fará! 

Até que as chuvas de verão
Possa voltar...
E de ti; renascerás!
E te farás; a dona do mundo!

                  Para que dinovo,
                  Possa sonhar!!!

                                       Gildo Nascimento.

A CHAVE DO MEU PEITO


Voa livre passarinho!
Te dei asas pra voar.
Só não esqueças o caminho;
Se um dia quiser voltar!
Mesmo assim, se te esqueceres;
Não morras de solidão,
Leve a chave do meu peito.
Lá está meu coração!!!


                   Gildo Nascimento.

sábado, 31 de março de 2012

DESENCANTO



De repente olhei pro Céu
E uma linda luz estava lá...
Tristonha, rosto sentido:
Era a Lua mansa triste a sonhar!
Percebi, que ao seu lado
Uma linda Estrela soluçava,
Apenas por um sonho.
E um desejo de amar!
Percebi também:
Que ao lado dessa linda Lua
Que também chorava,
Um Céu... Pouco a brilhar!
E essa mesma Estrela...
Desgarrada de seus encantos,
Sentiu-se em pedaços!
Quebrou-se um sonho!
Desistiu de amar!

A Lua...
À frente...
Voltar atrás:
O tempo jamais deixaria...!

E nesse desencontro profundo:
A Lua morreu!
Deixando viva ainda
A esperança:
De que tudo isso,
Amanhã seja passado!
E que todo esse amor...
Jamais vivido...
E tão sonhado:
 ...Seja esquecido!
E um outro
Começado!!!

                    Gildo Nascimento