No tique-taque do relógio:
O tempo demora a passar!
Demonstrando uma falsa alegria; Leandro Tenta esconder de si; sua agonia.
Em seu devaneio, tentava calar, sua dor!
Através dos vidros reluzentes, de sua janela...
Em silencio...
A chuva fina que caia...
Ao passo, que, aos poucos: Seus encantos, se perdiam!
E o que antes, era sonhos, agora devera; lhe fazia chorar!
Em silencio...
A chuva fina que caia...
Ao passo, que, aos poucos: Seus encantos, se perdiam!
E o que antes, era sonhos, agora devera; lhe fazia chorar!
Naquele dia; Leandro, não havia passado bem...
Uma dor profunda em seu peito lhe corroia...
Sem saber direito o que sentia; Leandro, sofria!
Perdido em pensamentos; através de sua janela, apresciava seu jardim, enfeitado de flores!
Imbuído, ainda de seus sonhos; quase desvalido, aguardava ansioso sua amada.
Enquanto colhe: A mais bela das flores, para ofertá-la.
Já era tarde:
Naquela noite chovia!
E enquanto, aguardava... Leandro sofria!
Lá fora: O mundo parecia louco!
Tudo que ja tivera, então; parecia pouco!
Tudo que ja tivera, então; parecia pouco!
Vento, em desatino. Às árvores, se retorciam.
A noite; que não passa!
...Brilha no Céu, a Estrela Guia!
Um galho na rua. Um beijo na mão.
...Brilha no Céu, a Estrela Guia!
Um galho na rua. Um beijo na mão.
E seu bem, que tanto demora ...
Um peito frio e, Um coração doente!
Um peito frio e, Um coração doente!
Enquanto amarga, o seu desencanto: O telefone que toca.
- Serena está morta.
Ele que chorando, grita seu nome.
- Nããããããããoooooooo, ão, ão, ão!!!
Nãããããooooo!!! Serena está morta!!!
Volte pra mim, amada querida! Que a ti: darei minha vida!
Vem, curar a minha dor! Tirar do meu corpo; todas as feridas!
Pra ti: Colhi, do nosso jardim, a mais bela das flores!
Volte amor...!
Devolva-me, todo seu encanto!
Devolva-me, todo seu encanto!
Mesmo que não seja, para tirar de mim; essa dor!
Mesmo que seja, para levar de mim, apenas: O que mais belo me resta.
Meu coração!
Meu coração!
Volte, por favor!
Porque, se for; para eu viver assim, com essa dor; eu sei que vou morrer !
Estou abrindo mão de minha vida!
Estou abrindo mão de minha vida!
Mas, se por um acaso, você vê que eu não morri, Por favor!
Guarde meu coração...!
Eu não preciso dele; pra viver na solidão!!!
Gildo Nascimento.



















